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Carandaí - MG

 

 

 

História

 

           Histórico: Carandaí ou rio dos Carandás em vernáculo, espécie de Palmeira D’água, não figura no mapa do Padre Cocleo de 1700, que assinala o atual território do município com alguns sítios isolados e poucas moradias.

            Rio Carandaí servia de divisa entre Carijós ( atual Conselheiro Lafaiete ) e Prados.

            Em 1726 um alvará exigiu a ermida de Nossa Senhora das Dores de Carandaí ( propriedade particular de um sitiante chamado Manuel Gonçalves Viana ), cujos vestiários permaneceram numa Capela deste título dentro da sede do município, hoje completamente inexistente.

            Constam em registros que datam do ano de 1736, a primeira Capela de madeira, sob invocação de São Brás na localidade da Ressaca. Essa localidade hoje pertencente ao município, já era ponto de encontro de tropeiros e diligências que se dirigiam a Vila Rica de Ouro Preto, portanto, apresentando características de um povoado, anterior ao povoado que originou a sede atual do município.

          Em 1842 a Capela foi elevada a categoria de Capela pública e a padroeira passou a ser Nossa Senhora da Glória.

            O povoado de Carandaí surgiu bem mais tarde. Sabendo do projeto imperial da construção de Ferrovia ligando a capital de Minas Gerais ao Rio de Janeiro, o senhor Francisco Rodrigues Pereira de Queirós, Barão de Santa Cecília - Título Imperial 17-07-1874, adquiriu terras na região, num local chamado “Morro”, onde conseguiu uma Igreja e dois sobrados iniciando um núcleo urbano que é a atual sede do município de Carandaí, ligado ao povoado da Ressaca por um trecho da Estrada Real.

            Em 1872, a localidade da Ressaca foi elevada a categoria de freguesia com o nome de Santana da Ressaca, devido a troca da titularidade da padroeira da “Nossa Senhora da Glória”para “Santana”. Quatro anos mais tarde, transferiu-se a sede da freguesia para  a localidade do “Morro”, propriedade do Barão de Santa Cecília, recebendo o nome de Santana de Carandaí, pela Lei 2325 de 12 de julho de 1876, continuando integrada ao município de Barbacena.

            Em 28 de outubro de 1881, inaugurou-se a Estação da Estrada de Ferro Pedro II, depois chamada Estrada de Ferro Central do Brasil.

            O ramal ferroviário que rumava à Ouro Preto esteve ali parado por 8 ( oito ) anos, enquanto se construía um pontilhão sobre o Rio Carandaí. Desta maneira o povoado ficou sendo o final do ramal por longo tempo, fazendo com que os viajantes que se destinavam à capital da  Província, desembarcassem para continuar a viagem por outros meios, isto foi um grande impulso para o crescimento do povoado.

            A Lei 843 de 7 de setembro de 1923, simplificando o nome, criou o Município de Carandaí, desmembrando-o de Barbacena.

            Em 27 de abril de 1924, foi instalado o Município. Do modesto “Rancho do Grandaí”, dos cientistas europeus dos séculos passados, Carandaí se transformou em respeitável cidade a meio caminho de Barbacena e Conselheiro Lafaiete.

 

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